

|
Universidade de Brasília – UnB Depto. de Línguas Estrangeiras – LET No. de Identificação da Disciplina: 146129 |
Instituto de Letras – IL Professor: Dr. João Sedycias História da Língua Espanhola |
Observação importante: Ao visitarem esta página de novo, não se esqueçam de acionar o dispositivo de "reload, recarregar" (no Netscape Navigator) ou "refresh, atualizar" (no Microsoft Internet Explorer) dos seus browsers para que a informação no cache dos mesmos seja atualizada e vocês possam visualizar os novos dados colocados na página. Caso contrário, verão apenas informação antiga e desatualizada.
![]() |
¡OJO! – Esta página está actualizada hasta el: 19 de diciembre de 2000. |
Procedência: Encyclopaedia Britannica do Brasil (Barsa)
País Basco –
A região autônoma da Espanha denominada País Basco é habitada por um povo que conserva, desde a pré-história, suas peculiaridades étnicas, lingüísticas e culturais.
O País Basco (Euskadi em vasconço) situa-se no norte da Espanha. Ocupa uma área de 7.261km2 e sua capital é Vitoria. Compreende as províncias de Álava, Guipúzcoa e Biscaia, cujas respectivas capitais são Vitoria, San Sebastián e Bilbao, a maior cidade basca. A província autônoma de Navarra e as pequenas províncias de Soule, Lebourd e Baixa Navarra, no sudoeste da França, são também habitadas por bascos.
Tradicionalmente, no sul do País Basco, a população se concentra em aldeias, enquanto que na zona atlântica se distribui em pequenas propriedades rurais. Desde meados do século XIX, no entanto, a industrialização induziu o crescimento populacional dos centros urbanos litorâneos.
História – Presume-se que os bascos descendam dos mais antigos povos do continente, anteriores à invasão indo-européia. Seu idioma ancestral, aparentado com as línguas caucásicas, originou-se provavelmente na Ásia e chegou à península ibérica com imigrantes que ali se estabeleceram por volta do ano 2000 a.C. Os bascos resistiram a invasões sucessivas dos romanos, visigodos, francos e árabes. A romanização foi muito menos intensa que no resto da península ibérica e a luta contra os árabes obrigou os bascos a buscar apoio político e militar no reino de Navarra. Sua conversão ao cristianismo deu-se entre os séculos VIII e IX.
A região enriqueceu notavelmente durante o século XVI, graças sobretudo ao comércio com a Inglaterra. Biscaia e Guipúzcoa tornaram-se zonas industriais e pesqueiras, enquanto a agricultura predominava como atividade econômica no resto do país.
Os bascos conservavam, desde a Idade Média, certa autonomia administrativa e comercial que, na França, foi revogada por ocasião da revolução francesa e, na Espanha, durante o século XIX. Em 1894, o nacionalismo basco encontrou finalmente expressão política com a fundação do Partido Nacionalista Basco, por Sabino Arana.
Durante a guerra civil espanhola, a Biscaia permaneceu fiel ao regime republicano e o bombardeio da aldeia de Guernica (1937), lugar tradicional de encontro dos bascos e símbolo de sua nação, foi a resposta dos fascistas. Ao terminar a guerra, o regime franquista aboliu o estatuto de autonomia aprovado pelas Cortes em 1936 e procurou suprimir todos os elementos diferenciadores culturais e políticos, mas o sentimento nacionalista basco nunca pôde ser anulado e ressurgiu vigorosamente durante a transição espanhola para a democracia, na década de 1970. O movimento separatista que surgira dez anos antes, encabeçado pela organização armada Euskadi ta Askatasuna (ETA; Pátria Basca e Liberdade), continuou a praticar ações armadas mesmo depois de instaurada a monarquia constitucional. Um estatuto pré-autonômico foi aprovado em 1978 e convertido em autonomia no ano seguinte. Em 1980 realizaram-se as primeiras eleições parlamentares.
Economia – O País Basco é uma das regiões agrícolas mais desenvolvidas da Espanha. A agricultura e a pecuária, mais importantes no vale do rio Ebro, são beneficiadas pela mecanização e por obras de irrigação. Cultivam-se cereais, uvas e batatas, além de forragem para consumo dos rebanhos. A pesca se destaca como atividade econômica da região. A cidade de San Sebastián é um importante centro turístico.
Cultura – Falado por uma população bilíngüe, o vasconço, vascuense ou euskera constitui uma língua sem parentesco conhecido. O apego do povo basco a sua identidade cultural e a suas tradições se manifesta na vitalidade de uma literatura que resistiu à romanização e ao fracionamento geográfico imposto pela criação dos estados francês e espanhol.
Pertencem à literatura basca todas as obras produzidas em qualquer dos oito dialetos do vasconço. Embora mais antigo que todos os demais idiomas falados atualmente na Europa, o vasconço só se constituiu como língua escrita no século XVI, exceto por algumas inscrições da época romana e breves comentários encontrados em códices medievais. Durante a Idade Média, contudo, floresceu uma vibrante literatura oral, centrada no épico.
A Revista Internacional de Estudos Bascos encabeçou, em 1907, uma normalização lingüística que, combinada ao auge do nacionalismo, contribuiu para a revitalização da literatura basca, destacando-se autores como Juan de Etxepare, Domingo Aguirre, José María Aguirre e Nicolás Ormaetxea. O hiato decorrente do exílio de intelectuais bascos durante a repressão franquista terminou na década de 1960, com a publicação do poema Harri eta Herri (Pedra e povo), de Gabriel Aresti, que anunciou uma nova estética literária caracterizada pelo engajamento político e o abandono de padrões formais. Dentro dessa tendência, surgiram autores como José Antonio Arza, Ramón Saizarbitoria e Salvador Garmendia.
![]() |
Voltar ao começo da página |
![]() |
Voltar à página principal |
![]() |