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Universidade de Brasília – UnB Depto. de Línguas Estrangeiras – LET No. de Identificação do Curso: _________ |
Instituto de Letras – IL Professor: Dr. João Sedycias A Internet no Ensino de LE-PG |
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O que é a Internet?
A história da Internet na realidade tem duas grandes linhas:
- desenvolvimento do hipertexto, que facilitou fantasticamente o manuseio de documentos eletronicos, e
- desenvolvimento de protocolos de comunicação que permitiram o desenvolvimento de uma rede mundial.
Em 1858, o primeiro cabo submarino entre os EUA e a Europa iniciou uma nova era de telecomunicação instantânea (devido a problemas técnicos funcionou poucos dias). Em 1866, um novo cabo foi inaugurado, e funcionou por um século.
Em 1957, após o lançamento do Sputnik, os EUA criaram o ARPA Advanced Research Projects Agency, com o objetivo de estimular o desenvolvimento da tecnologia espacial (18 meses depois, os EUA lançavam seu primeiro satélite). Depois de alguns anos, a ARPA começou a se dedicar ao desenvolvimento de redes de computadores e tecnologia de comunicação.
Em 1962, a ARPA foi escolhida para liderar uma projeto para criar tecnologias interativas de uso de computadores com objetivos militares. Para expandir rapidamente a tecnologia, as universidades foram incorporadas ao projeto.
Em janeiro de 1969, a ARPA começou a financiar a pesquisa e o desenvolvimento de uma nova rede de computadores chamada Arpanet. O trabalho foi desenvolvido por equipes de engenheiros de hardware e de software . A companhia Bolt, Beranek and Newman, Inc (BBN) foi comissionada para construir os primeiros componentes da ARPANET. Foram eles que produziram o primeiro processador para mensagens (Interface Message Processors ou IMPs). Os primeiros IMPs foram entregues em setembro de 1969 para os primeiros quatro nós da rede: o Stanford Research Institute (SRI), a Universidade da Califórnia em Santa Barbara, a Universidade da Califórnia em Los Angeles e a Universidade de Utah. Em 2 de setembro de 1969, os quatro locais conectados em rede começaram a trocar informações. Estava inaugurada a Arpanet.
Em outubro de 1972, ocorreu a primeira demonstração pública da ARPANET.
A ARPANET foi inicialmente um experimento para determinar que tipos de projetos de rede iriam funcionar, quão robustos estes projetos deveriam ser e que quantidade de informações eles poderiam transmitir. Um dos principais desafios iniciais foi projetar uma rede que pudesse continuar funcionando se algumas de suas seções deixassem de operar. Outro objetivo da pesquisa e desenvolvimento iniciais foi criar uma rede que permitisse a inclusão ou remoção de nós com bastante facilidade. Finalmente a rede deveria permitir a interconexão entre computadores de diferentes fabricantes de maneira fácil.
Um dos principais resultados produzidos pela Arpanet foi o desenvolvimento de um novo protocolo para redes de computadores. O protocolo de uma rede é um conjunto formal de regras que os computadores conectados a uma rede usam para falar uns com os outros. Todos os computadores, independentemente do fabricante, tinham de usar o novo protocolo para serem capazes de se comunicar em rede. Este novo protocolo para redes envolvia uma nova tecnologia chamada comutação por pacotes (packet switching). No Brasil, ele é chamado de RENPAC (rede nacional de pacotes).
Comutação por pacotes é uma forma pela qual diversos segmentos de uma rede de computadores podem compartilhar um meio de transmissão comum. Ao invés de enviar um grande bloco de dados através de uma linha dedicada para o computador destinatário, uma rede baseada em comutação de pacotes subdivide os dados em pequenos pedaços; cada pedaço é enviado através de uma linha de transmissão comum em um pacote que também contém informação sobre origem e destino. Esta informação permite com que muitos pacotes viagem através da mesma rede para chegar todos ao final ao mesmo destino. Componentes dedicados da rede chamados nós para comutação de pacotes roteiam os pacotes da origem para o destino usando a informação contida no próprio pacote. Com esta tecnologia, quando uma parte da rede se torna fisicamente não acessível, os dados podem ser enviados por diferentes caminhos para o seu destino.
Durante os anos 70, pesquisadores que utilizavam as tecnologias da Arpanet começaram a fazer experimentações com novos protocolos de comunicação, projetados para ser mais simples e confiáveis. Em 1981, o CERN desenvolveu um TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) primitivo, que foi apresentado em 1984. O CERN é grande centro de física nuclear, que já naquela época centralizava uma série de pesquisas em todo mundo, sendo que a troca imediata de dados em grande volume era vital para o desenvolvimento das pesquisas. Ao mesmo tempo, o Xerox Palo Alto Research Center estava explorando a comutação de pacotes em cabos coaxiais o que deu origem à rede local EtherNet. Estes dois desenvolvimentos fariam com que a Arpanet original fosse alterada e se expandisse muito para se tornar a atual Internet.
O hipertexto é um conceito mais antigo. Foi publicado em julho de 1945 (veja em www.isg.sfu.ca/~duchier/misc/vbush/). Falava de uma máquina de conceitos que armazenava grandes volumes de conhecimentos, nos quais os usuários tinham a habilidade de criar trilhas de informação e ligações entre textos e ilustrações afins, as quais podiam ser armazenadas para utilização posterior.
Durante o início dos anos 80, todas as redes foram convertidas para protocolos baseados em TCP/IP e a Arpanet se transformou na espinha dorsal (backbone) que estabelecia a conexão física entre os principais nós (sites) da nova Internet que compreendia todas as redes TCP/IP ligadas na Arpanet. Em 1983, a conversão para TCP/IP foi completada e todas as redes passaram a se conectar através deste protocolo. Naquela época a Internet ainda era pequena. Em 1981, todos os computadores hospedeiros (hosts) ligados à Arpanet eram 213. Em 1986 a tabela de máquinas hospedeiras na Internet já chegava a 2308. Hoje, o número cresce exponencialmente. O tráfego cresce cerca de 30% ao mês.
Data
Hospedeiros
Domínios*
Web Sites
DP % (*)
Jan 98
29
,670,0002
,500,0002
,450.0008.3
Jul 97
19
,540,0001
,301,0001
,200,0006.2
Jul 96
12
,881,000488,000
300,000
2.3
Jul 95
6
,642,000120,000
25,000
0.4
Jul 94
3
,212,00046,000
3,000
0.1
Jul 93
1
,776,00026,000
150
0.01
Jul 92
992,000
16,300
50
0.005
Jul 89
130,000
3,900
-
Jul 81
210
1969
4
(*) DP pessoas desenvolvedores de páginas na WWW
O que é a INTERNET
A Internet é hoje uma coleção de dezenas de milhares de redes de computadores que interligam milhões de computadores. Estes são utilizados por cerca de 80 milhões de usuários que compartilham um meio comum permitindo a interação entre eles para a troca de informações digitalizadas. Esta rede de redes cresce atualmente a uma taxa de 8% ao mês.
A Internet pode ser vista como um enorme espaço destinado à troca de informações. Por esta razão ela tem sido chamada de Cyberspace ou por outras designações semelhantes.
Os benefícios da Internet podem ser descritos, numa primeira aproximação, através dos seguintes itens:
- Pode-se trocar informações de forma rápida e conveniente;
- Pode-se ter acesso a especialistas em milhares de especialidades;
- Pode-se obter atualizações constantes sobre tópicos de interesse;
- Pode-se disponibilizar dados pessoais ou institucionais para uma enorme audiência;
- Pode-se formar equipes para trabalhar em conjunto independentemente de distâncias geográficas;
- Pode-se ter acesso a várias formas de arquivos e repositórios de informações;
- Pode-se traduzir e transferir dados entre máquinas localizadas em locais quaisquer.
Aos benefícios mencionados, também ajuda na caracterização, a apresentação de alguns fatos sobre o que a Internet é e o que ela não é:
- A Internet é, simultaneamente, uma entidade local e internacional que permite a interação entre usuários separados por uma parede de escritório ou por um oceano;
- A Internet não é um hardware ou um software específico;
- A Internet não é uma rede de computadores única, mas um grupo de redes organizadas logicamente (mas não fisicamente) segundo uma hierarquia;
- A Internet não é propriedade de ninguém: de nenhum governo, corporação ou grupo de universidades
- A Internet não é igual em todos os lugares (homogênea). Ao contrário ela varia significativamente de local para local (heterogênea);
- Algumas das redes que formam a Internet podem ser restritas à educação e pesquisa, mas a Internet, em geral, não faz restrições a usos comerciais apropriados
- A Internet não é a Information Superhighway . Causou-se muita confusão com toda a publicidade em torno deste projeto do governo americano. Trata-se de uma rede de comunicação de altíssima velocidade que usa novas tecnologias para transportar dados de computadores, televisão e serviços de telefone em uma única linha. Este projeto pode ou não se integrar à Internet.
A Internet é um mercado global sem limites. Não há dúvidas de que estamos entrando em uma era em que negócios serão realizados entre companhias e seus clientes através de redes de computadores. O marketing no mercado global da Internet é totalmente diferente do que é utilizado na imprensa escrita, falada e televisada. Também não há lugar para telemarketing na Internet. Só pessoas e companhias que assimilaram a cultura Internet estão sendo bem sucedidas ao fazer negócios na rede.
Prosseguimos esta caracterização da Internet, enumerando as coisas que os usuários da comunidade Internet fazem mais freqüentemente na rede:
Os usuários da rede mandam e recebem mensagens eletrônicas (email) para todas as partes do mundo. Por exemplo, o email esta sendo utilizado para viabilizar a comunicação entre empresas de todo o mundo. Estudantes estão aprendendo a se comunicar via email com outros estudantes pelo mundo afora para obter informações sobre seus trabalhos e projetos. Pesquisadores localizados em diferentes países colaboram em projetos complexos usando email. O correio eletrônico está re-estruturando a forma pela qual as pessoas se comunicam em todo o mundo.
Os usuários da rede discutem tópicos, compartilham informação e buscam apoio para a solução de seus problemas na Internet.
Membros da comunidade Internet participam de discussões sobre dezenas de milhares de tópicos através de áreas da Internet conhecidas por Usenet e através do que se convencionou chamar de listas de endereços eletrônicos. Através dos grupos de notícias da Usenet (newsgroups) os usuários colocam questões para outros usuários ao redor do mundo que compartilham dos mesmos interesses. O espírito peculiar e a natureza cooperativa da Internet fazem com que um completo estranho gaste alguns minutos redigindo uma resposta para um novo correspondente.
Os usuários da rede têm acesso a arquivos de dados, incluindo som, imagem e texto e a mecanismos de busca de informação na rede.
A Internet causa a impressão de ser a maior biblioteca do mundo, sendo, de fato, um banco de dados on-line com tal escopo e alcance que permite o acesso a maior quantidade de informação à qual o ser humano jamais teve acesso.
Os usuários da rede surfam na rede para fins de entretenimento. Viajando de local para local e de país para país usando o modem o usuário pode, num dado momento, estar revendo os mapas do metro de Tóquio em um computador em Paris e em outro estar lendo os resultados dos campeonatos regionais de futebol que estão ocorrendo no Brasil ou na Inglaterra.
Os usuários da rede também consome o seu tempo afixando notícias (newsletters) ou gerando novos recursos para a rede.
Qualquer membro da comunidade Internet pode ser um provedor de informações (information provider). Todos podem contribuir. Se alguém decide criar um espaço na rede (site) para divulgar as atividades de uma universidade ou grupo de pesquisas, a tecnologia para implementar este recurso esta disponível e é simples. Se uma empresa resolve colocar na rede a sua presença institucional e seus catálogos de produtos para, por exemplo, vender diretamente através da rede e dar assistência técnica, ela pode fazer isto ela própria ou se valer de consultorias especializadas para fazê-lo. Se os recursos colocados na rede são públicos (e uma enorme quantidade dele é), a divulgação desses recursos é totalmente livre. Se os recursos serão comercializados a empresa precisa compreender muito bem que estratégias de marketing são aceitáveis pela comunidade Internet
Internet no Brasil
A Internet brasileira existe há vários anos, restrita a atividades não comerciais em universidades, institutos de pesquisa e em algumas empresas de base tecnológica. Por motivos históricos, tem o nome de Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e é um dos três programas prioritários do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
O CNPq, órgão do MCT, coordena de forma descentralizada a atribuição de endereços Internet, custeia iniciativas de formação de recursos humanos, opera vários nós da rede e paga à Embratel o custo das conexões dedicadas entre as capitais do país, utilizadas por todos. Os estados da Federação conveniados, por sua vez, pagam à empresa telefônica local o custo das conexões dedicadas dentro de seu território, e assim sucessivamente. O resultado deste sistema de gestão e de custeio é que não há autoridade centralizada de iniciativas, as despesas são rateadas e o usuário paga apenas o custo da conexão de seu computador até o ponto de presença da RNP mais próximo. Empresas privadas também oferecem conexões interestaduais e internacionais, competindo com a Embratel.
Rede Nacional de Pesquisa (RNP)
A RNP - Rede Nacional de Pesquisa é uma iniciativa do MCT, cujo objetivo é implantar uma infraestrutura de redes eletrônicas para apoio a atividades de educação e pesquisa no Brasil.
O endereço do site da WWW para a RNP é o seguinte: http://www.RNP.BR/
A iniciativa, cuja execução é coordenada pelo CNPq, concluiu, até hoje, a: implantação de uma espinha dorsal de comunicação cobrindo a maior parte do país, e a implantação de um conjunto de aplicações em diversas áreas de especialização.
A presença da RNP nos estados foi concebida como resultante da implantação de um conjunto de conexões interestaduais, interligando inicialmente onze estados, com pontos-de-presença em cada capital. Essa arquitetura de linhas de comunicações e equipamentos compôs o que se denomina espinha dorsal (backbone) da RNP. A espinha dorsal da RNP cobre atualmente boa parte do Brasil, com um ponto de acesso em cada capital.
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As instituições presentemente conectadas à RNP ou redes estaduais são as primariamente voltadas para educação, pesquisa ou gestão governamental e somam quase 1000.
No Estado do Rio de Janeiro, a RedeRio (www.rederio.br), gerida pela FAPERJ, congrega as universidades e centros de pesquisa. A maioria das conexões ainda são de baixa velocidade (até 64 kbps). Existem 3 nós principais: PUC, LNCC e UFRJ, o qual se conecta com o resto do mundo. Para este ano, está prevista a instalação de comutadores ATM na UFRJ, na PUC, no LNCC, na TELERJ e no TELEPORTO. Estes pontos serão interconectados com fibra ótica monomodo da TELERJ, e os enlaces irão operar em altíssima velocicade (155 Mbps).
O ATM é uma nova tecnologia, que será usada como malha de interconexão de diversos serviços. Com ele é possível alocar parte da banda como se fosse uma pista seletiva, onde só circulam dados com alto nível de complexidade - para o tráfego Internet comercial e para novas aplicações, como vídeo sob demanda, voz e videoconferências de alta definição.
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Serviços Básicos Oferecidos pela RNP
A RNP é articulada a outras redes similares no exterior e coordena, no Brasil, o acesso à Internet. Os serviços básicos disponíveis na RNP referem-se à interação entre membros de instituições do país e do exterior, e incluem: correio eletrônico; grupos de interesse em assuntos específicos (foruns de debate); acesso a bases de dados nacionais e internacionais, repositórios de pacotes de domínio público, etc. Acesso a máquinas remotas ou login à distância em computadores e supercomputadores ligados em rede; transferência de arquivos, softwares, artigos, documentos, informações, etc...
Além dos serviços básicos, a infraestrutura implantada pela RNP possibilita a implantação de aplicações especiais em áreas especializadas, tais como: Educação à Distância; Desenvolvimento Sustentável; Biologia Molecular; Acesso a Centros de Computação de Alto Desempenho.
A implantação de aplicações nessas áreas é feita a partir do interesse comum e em parceria com as instituições já atuantes nas diversas áreas. Cabe à RNP o papel de detectar áreas potenciais de uso de redes e prover as condições para que instituições atuantes nessas área sejam estimuladas a aproveitar a infraestrutura já instalada para desenvolver e manter novas aplicações.
Como se Tornar um Usuário da Internet
O usuário individual ou empresa que deseje se conectar à Internet basta possuir os seguintes recursos: um PC ou Macintosh com um modem , um software de correio eletrônico e um software para navegação na rede (Netscape ou Explorer). O nível técnico requerido do usuário é equivalente ao de um usuário de processador de textos (dos menos complicados).
Em toda parte do mundo, o próximo passo seria entrar em contato com um Internet Service Provider para obter um endereço Internet. No Brasil este tipo de serviço começou a aparecer a partir de setembro de 1995. Ele tem à sua disposição as seguintes alternativas:
- Uma conexão indireta que permite o uso de correio eletrônico;
- Uma conexão indireta que dá acesso a correio eletrônico e Usenet
- Uma conexão indireta usando uma conta do tipo shell (acesso a mais recursos)
- Uma conexão permanente TCP/IP
- Uma conexão temporária via um modem usando SLIP/PPP ou TCP/IP
Cada método apresentado acima difere em complexidade, custo, funcionalidade e facilidade de uso. O que é mais apropriado depende das circunstâncias. O uso de TCP/IP através de uma linha discada parece ser a opção cada vez mais atraente para usuários Macintosh ou Microsoft Windows. Uma ligação permanente vai se justificar quando uma pessoa ou organização se tornar um usuário mais pesado da Internet. Os custos de uma ligação Internet são inferiores ao de uma assinatura de TV a cabo por mês. Se o usuário está ligado de casa a uma universidade ele pagará apenas o custo da ligação telefônica local, embora tenha acesso a todos os recursos internacionais da Internet.
Uma vez conectado na rede, o novo cidadão da Internet deverá fazer uso de alguns recursos de software para mandar mensagens, localizar e recuperar informações e percorrer o universo Internet. Todos os recursos estão hoje nos softwares de correio eletrônico e de navegação, como no Netscape Navigator e Internet Explorer.
Os módulos básicos para trabalhar com a Internet são os seguintes:
- Mailing lists
- Sistemas que permitem a combinação dos endereços eletrônicos de vários milhares de usuários da Internet. São freqüentemente usados para discussão de tópicos, publicação de notícias (newsletters) ou qualquer outro propósito imaginável (ex.: grupos de usuários de um certo produto de uma dada empresa). Uma mensagem enviada para uma mailing list alcança todos os indivíduos da lista. Encontram-se na Internet mailing lists sobre milhares de tópicos.- Usenet
- Uma área da Internet que é organizada em vários milhares de tópicos. Semelhante às mailing lists mas, em geral, utilizáveis através de software diferente.- Telnet
- Possibilidade de usar a Internet para ter acesso a um computador remoto para, por exemplo, executar um software neste outro computador.- FTP
- A recuperação de arquivos localizados em computadores remotos é feita através de um software chamado FTP (File Transfer Protocol). Ele é utilizado para transferir documentos (software, texto, imagem e som) tornados disponíveis na Internet por indivíduos ou instituições.- Gopher
- É tanto uma base de dados quanto um software usado para ter acesso à informação. Há milhares de bancos de dados Gopher disponíveis em todas as partes do mundo na Internet, mas seu número vem decrescendo a medida que a WWW cresce.- World Wide Web
(WWW) - Um banco de dados ou servidor de aplicações que contém informações que podem ser manipuladas através de software de navegação ( browsers). Um servidor WWW pode incluir texto, som, imagem e até mesmo imagem de vídeo.
Navegadores
Há algumas questões centrais que devem ser lembradas quando se começa a trabalhar com a WWW usando navegadores. Estes browsers fazem uso de um recurso para localização uniforme chamado URL (Uniform Resource Locator) para definir o endereço de uma determinada página na WWW. Por exemplo, a URL da UERJ é http://www.uerj.br
Ao chegar nesta primeira página, o usuário encontrará um repositório de informação estruturado como um sistema hipermídia que permitirá que ele navegue pelas informações apenas apontando com o mouse as palavras ou símbolos chave no texto.
A Gestão da Internet e a sua Etiqueta
A Internet é uma associação informal de redes que concordaram em adotar padrões comuns de comunicação. Os protocolos de comunicação são padronizados mas as suas implementações não são necessariamente iguais. Na medida que os padrões técnicos são observados e políticas aceitáveis de uso são observadas um sistema local pode se conectar na Internet e se comunicar com outros sistemas.
Uma organização foi estabelecida para supervisionar a criação, distribuição e atualização de padrões referentes à Internet. A Internet Society ISOC (www.isoc.org) foi formada em janeiro de 1992 para desempenhar o papel de "organização guarda-chuva" com autoridade sobre todos os aspectos da administração da rede. Sua "autoridade" emana dos seus membros afiliados que podem ser quaisquer cidadãos da comunidade Internet. Os membros podem ser individuais ou institucionais mas apenas os membros individuais tem direito a voto. A filial Brasil pode ser acessada em www.mat.unb.br/ead
Vários comitês são responsáveis pelas ações da ISOC. Três comitês importantes são os seguintes: o Internet Architecture Board (IAB), o Internet Engineering Task Force (IETF) e o Internet Research Task Force (IRTF). Para a maior parte da comunidade Internet, o comitê mais visível é o IAB que além de supervisionar o desenvolvimento e evolução de protocolos para a rede, também é responsável pela adoção de padrões e pela atribuição de recursos tais como endereços da rede Internet.
O membro comum da comunidade Internet pode viver toda a vida sem perceber a existência de um "governo". Basta que ele siga muito bem o código de conduta da comunidade. A ISOC descreve código de conduta em www.isoc.org/internet/conduct/
Alguns aspectos gerais e importantes do código de conduta são os seguintes:
- acesso à Internet é um privilégio e não um direito.
- membro da comunidade deve se considerar um hóspede do provedor de serviços (a Internet) nas suas navegações pela rede. Na Internet acredita-se no valor do acesso aberto à informação e o serviço é prestado levando em consideração apenas o bem estar do usuário sem que nada seja pedido em troca.
- Deve-se ser eficiente na distribuição de informação.
- membro da comunidade deve estar cuidadosamente ciente do destino que podem tomar as suas mensagens e do impacto que elas podem causar. Isto é, principalmente, o caso de grupos de interesse na Usenet, quando, por exemplo, uma mensagem muito longa distribuída para milhares de membros do grupo pode prejudicar o tempo de acesso na rede para o restante da comunidade.
- Deve-se ser polido no texto de mensagens e nas informações mandadas para grupos da Usenet.
- Da mesma forma como quando se usa o telefone, deve-se ser cortês e polido em todos primeiros contatos. Colocar uma mensagem em um grupo de interesse da Usenet é como fazer um discurso informal para um forum público.
- Deve-se ser eficiente nas transferências de informação.
- A facilidade de se poder mover dados a partir de locais distantes requer alguma auto-disciplina. Por exemplo, não transfira um arquivo de 10M da Austrália se o mesmo arquivo pode ser encontrado em um local no Brasil.
- Deve-se estar ciente de possíveis implicaçõess legais.
- É preciso lembrar que forums eletrônicos públicos não estão dispensados do cumprimento das leis, por exemplo, relacionadas à fraude ou roubo. Em caso de dúvidas o membro da comunidade deve se referir a fontes especializadas.
Algumas Estatísticas sobre a Internet
Durante mais de dez anos a Internet vem sendo medida, a cada três meses, através do número de seus computadores hospedeiros, que chamaremos a partir de agora simplesmente de hosts (máquinas com endereço Internet). Este número é importante porque uma das capacidades-chave da Internet é poder conectar virtualmente qualquer tipo de computador através de qualquer tipo de meio de comunicação.O crescimento mensal continua sendo da ordem de 8% ao mês e o número estimado de membros da comunidade Internet é da ordem de 100 milhões de indivíduos.
Ao final do texto, reproduzimos informações de domínio público sobre o número de hosts ao final de 1997.
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Como Utilizar A Internet
Os diferentes softwares disponíveis para a utilização da Internet sugerem aos usuários as diferentes maneiras pela qual a Internet pode ser usada comercialmente.
Para algumas companhias, fazer negócio na Internet consiste em usar o sistema de correio eletrônico internacional para mandar memorandos e documentos da matriz da corporação para suas filiais em todo mundo.
Outras companhias entendem que fazer negócio na rede consiste em percorrer os inúmeros bancos de dados disponíveis na Internet para buscar dados sobre o mercado, informação sobre a concorrência e relatórios produzidos por universidades em todo o mundo sem precisar pagar por este serviço.
A percepção de outros sobre o que é fazer negócios na Internet consiste na troca de idéias com colegas em todo mundo em grupos de interesse públicos ou privados para descobrir novos clientes ou nichos de mercado.
Para alguns empreendedores mais agressivos fazer negócios na Internet consiste em enviar, a baixo custo, mensagens para listas selecionadas ou em tornar informação sobre seus produtos disponíveis nos newsgroups que se "reúnem" para discutir os temas mais variados.
Finalmente, o empresário pode desejar criar a sua presença eletrônica na rede na forma de uma loja ou um escritório virtual que será localizado ou não em um ou mais shopping centers ou malls virtuais.
Como Explorar os Recursos Técnicos da Internet
O ponto central é: todos os detalhes técnicos podem ser encontrados na própria Internet.
Ligações em Computadores Remotos Via Telnet
Há várias maneiras de se ter acesso a bancos de dados na Internet. Uma forma bastante difundida é uma ferramenta chamada TELNET (de Telephone Network).
O programa funciona estabelecendo a conexão do usuário com um computador remoto que passará a receber tudo que for digitado no computador local. Uma vez feita a conexão, tudo que está na máquina remota aparecerá na tela do computador local.
Com TELNET é possível estabelecer uma ligação com milhares de computadores remotos localizados em diversas partes do mundo. Para usar TELNET o usuário precisa conhecer o nome do computador remoto.
Usando TELNET o "visitante" pode, por exemplo, navegar à distância no computador de uma empresa, percorrendo catálogos, CDs, software e centenas de outros itens acessíveis on-line e encomendar diretamente um produto do seu interesse.
O Correio Eletrônico
O sistema de correio eletrônico (electronic mail ou email) da Internet é o recurso mais usado na rede. Estima-se que a população de mais de 40 milhões de usuários da rede troque cerca de 6 mil mensagens por segundo.
O número de programas diferentes disponíveis para viabilizar o uso do correio eletrônico na rede (software para email) é muito grande, mas todos eles têm algumas características básicas comuns. Todo programa opera solicitando que o usuário preencha um campo de destinatário com o endereço de um ou mais recipientes da mensagem e um campo opcional, com o nome ou tema da mensagem (subject ). Este é o envelope da mensagem.
O "corpo" da mensagem é um texto que o usuário prepara com o auxílio de um editor de textos simples fornecido pelo software de correio eletrônico que ele utiliza.
Para mandar uma mensagem para alguém é necessário conhecer o endereço Internet da pessoa. Todos os endereços são compostos das três partes a seguir:
O nome individual ou "nome da conta";
O nome do computador que a pessoa usa e
O "domínio" que descreve o tipo de rede que liga o computador à Internet (lembre-se que a Internet é uma rede de redes).
Todo endereço Internet tem a seguinte forma geral: usuário@host.domínio onde host é o computador ligado à Internet. Por exemplo, josesilva@uerj.br, ou seja, Jose Silva (ou algo parecido) na UERJ, no Brasil.
Os domínios mais usados na Internet são os seguintes:
com, para pontos de presença comerciais;
edu, para pontos educacionais;
gov, para governo ;
org, para organizações sem fins lucrativos;
med, para medicina;
net, para provedores de serviços de internet, e
siglas especiais para designar países:
br, para o Brasil (como no exemplo);
mx, para o México;
fr, para França, etc.
(observação: embora us possa ser usado para designar os EEUU, os endereços americanos usam, em geral, apenas com, edu, gov etc).
Quando a mensagem é recebida ela vai para um arquivo chamado caixa de correio de entrada. Um comando simples como enter usado quando uma mensagem está selecionada faz com que a mensagem seja aberta para leitura.
Existem muitos softwares bastante amigáveis para correio eletrônico que permitem a organização das mensagens recebidas e enviadas, a resposta à mensagem com referências ao texto recebido e muito mais.
FTP Para Transferir Arquivos
Se no computador visitado por um cliente através do TELNET, o produto comercializado pela empresa for qualquer forma de informação digitalizada e armazenada em um arquivo, o cliente deveria poder, depois de efetuar o pagamento (por exemplo, no seu cartão de crédito), transferir imediatamente o produto para o seu próprio computador. Exemplos de produtos seriam: software , livros, imagens digitais, vídeo, som etc. Isto pode ser feito se o usuário tem acesso ao programa FTP (File Transfer Protocol).
Há duas maneiras básicas de se usar FTP. Para a distribuição de informação confidencial os arquivos são depositados em uma conta específica com uma senha secreta (password). Para a distribuição de informação de domínio público o usuário usa um serviço chamado anonymous FTP que permite que ele não necessite de uma conta na máquina em que está o arquivo para transferi-lo para a sua máquina.
Newsgroups
Existem hoje mais de 15 mil newsgroups na Internet que cobrem um espectro impressionante de tópicos. Como as mailing lists, também é necessário que o usuário subscreva um newsgroup (que pode ainda ser moderado ou não). A diferença é que a subscrição a USENET é feita pelo provedor de serviço Internet do usuário e não através de email.
A USENET está dividida em nove categorias que cobrem os seguintes tópicos:
- computadores (comp);
- ciência (sci);
- recreação (rec);
- tópicos diversos (misc);
- tópicos alternativos (alt);
- discussão sobre o software e a organização da USENET (news);
- tópicos sociais (soc);
- tópicos "quentes" (talk);
- negócios (biz).
LISTSERV
O software mais difundido para manter listas em computadores centrais chama-se LISTSERV. Para se subscrever em uma lista que usa o software LISTSERV o usuário Internet deve mandar uma mensagem diretamente para o software solicitando que o seu endereço seja incluído (ou removido) da lista. Uma última contagem na Internet constatou da ordem de dez mil listas sobre temas que variam desde literatura medieval até grupos de usuários de produtos comerciais específicos.
Há duas vantagens claras na filiação de uma empresa (indivíduos na empresa) a uma mailing list na Internet: acesso a especialistas e acesso a clientes potenciais (cada lista possui, tipicamente, milhares de participantes). A empresa deve, antes de anunciar numa lista, ficar ao par da cultura e das regras específicas daquela comunidade.
Há três tipos de listas: sem-moderadores, moderadas e do tipo digest. Na lista sem moderadores cada mensagem enviada para lista é distribuída para todos os inscritos. Na lista com moderador cada mensagem é examinada por um moderador para a verificação de se ela segue o código de conduta praticada na lista. Na lista tipo digest, várias mensagens são reunidas (automaticamente) e distribuídas para os inscritos na forma de um quadro de avisos.
WWW
Para ter acesso a um dado site, o usuário só precisa informar ao browser a URL do ponto de presença desejado. A página é aberta no ponto indicado e a partir dai o usuário "navega" apontando o mouse para os pontos de ligação indicados nas páginas.
Um endereço WWW tem o seguinte aspecto:
http:// <endereço do "site">
Por exemplo, o endereço do HUPE na UERJ é:
http://www.uerj.br/hupe/
Os browsers também permitem o uso de outros serviços da rede. Por exemplo, o uso de endereços como os apresentados abaixo:
gopher:// <endereço do "site"> e
ftp:// <endereço do site>
levariam a uma instalação de GOPHER, a partir da qual o usuário poderia prosseguir a navegação por menus ou a um site do qual o usuário poderia recuperar arquivos.
Apesar de ser um recurso relativamente recente da Internet, que tomou impulso ao longo do ano de 1994, o tráfego na rede de usuários buscando informações em sites da WWW no final do último ano, já superava, por mês, o tráfego total de ligações interurbanas feitas nos Estados Unidos na mesma unidade de tempo.
INTERNET II
É o próximo passo. Apresenta altíssima velocidade, quando comparada com os padrões atuais. Será inicialmente dirigida às universidades e centros de pesquisa. A história se repete!
O texto acima se encontra no site do Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ
e é uma consolidação de vários documentos, cujas URLs são citadas no mesmo.
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